quarta-feira, 14 de abril de 2010

TERMINOU A NOVELA

Enfim terminou a novela da taça das bolinhas. A CBF informou através do seu presidente, Ricardo Teixeira, que a taça será entregue ao time do São Paulo, atavés da Federação Paulista de Futebol. O dirigente esclareceu que foi feito um estudo minucioso pela entidade que assim decidiu sobre o destino da taça. A mesma deveria ser entregue a equipe tricolor paulista. Mas, levando em consideração este pensamento da CBF, então apenas no ano passado, o rubro-negro chegou ao seu pentacampeonato. E aí vem as perguntas, o que dizer dos demais times que ganharam as outras edições da antiga Copa União? E o Vasco da Gama que foi campeão da Taça João Havelange em 2000?
Esses tipos de dúvidas e as decisões dos dirigentes no futebol, provam que questões políticas, sejam esportivas ou não, acabam por envolver definitivamente o futuro do futebol brasileiro. E isso é uma triste sina para aquele que é considerado até mesmo uma válvula de escape para os que se acham injustiçados por essa mesma política.

terça-feira, 13 de abril de 2010

CARGO PERPÉTUO?

Ontem tivemos a eleição para presidente do Clube dos 13, entidade criada para gerir os interesses dos principais clubes do futebol brasileiro. mas, de uma certa forma, e pelo menos a princípio, ficamos no continuismo, pois o atual presidente, o sr. Fabio Koff, foi reeleito para um novo triênio. A 15 anos o sr. Koff está a frente da instituição e a esse mesmo tempo muita coisa foi ficando difícil na relação clubes - Clube dos 13 - CBF. Tomara que o sr. Koff reveja os conceitos principais para o qual foi criado este grupo, e o principal deles, a criação de uma liga no futebol brasileiro, assim como existe em outros países da Europa. O Brasil saiu na frente neste tipo de conceito, mas não soube administrar isso com os interesses políticos e financeiros. Que este novo mandato não seja visto como uma espécie de perpetuação no cargo, mas como um recomeço do futebol brasileiro, que anda carente de bons jogos, público e entendimento entre a mídia "dominadora" e os clubes brasileiros, com interferência, é claro nem sempre positiva, da Confederação Brasileira de Futebol, mas isso já é uma outra história de perpetuação no cargo. Vamos torcer para que o sr. Koff exerça realmente grandes mudanças em nosso futebol.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

ASSALTO À CARIOCA (Parte 3)

No chamado triangular da morte, o "duelo" entre as equipes do Duque de Caxias e Resende, terminou com a vitória do time da baixada fluminense pelo placar de 2 a 1. Até aí nenhuma novidade, a não ser porque a "sua senhoria", o árbitro, mais uma vez aprontou das suas nessa partida. O gol da vitória foi assinalado aos 53 minutos do segundo tempo e apesar da reclamação de toda a equipe do Resende, o resultado também foi mantido de acordo com o que foi feito no sábado e no domingo no Maracanã, entre as equipes chamadas grandes. O que se tira disso tudo? Que a nossa arbitragem erra assim como se errava no passado, porém hoje em dia a coisa parece maldosa, arquitetada e direcionada e não mais um simples equívoco do árbitro, porque hoje temos uma preparação melhor, uma comunicação melhor e não deviamos aceitar tipos de erros como esse. E de nada adianta um árbitro atrás de cada gol, pois esses não "apitam" nada!

ASSALTO À CARIOCA (Parte 2)

No outro jogo da semi-final da Taça Rio, foi disputado no domingo entre os dois maiores rivais cariocas, Flamengo e Vasco da Gama, com a vitória do rubro-negro por 2 a 1, credenciando o time para a disputa da final do referido turno. Porém, assim como no jogo de sábado, houve alguns lances capitais que influenciaram diretamente no resultado final da partida. No primeiro deles, foi o gol do Élton (Vasco) no primeiro tempo, onde o árbitro alegou empurrão do atacante sobre o lateral rubro-negro Juan. Depois vieram o pênalti sobre Léo Moura (discutível) e o pior de todos, o pênalti cometido por Willians colocando o braço na bola dentro da sua área defensiva. mas de nada adianta os comentaristas falarem, os repórteres perguntarem, nada disso vai adiantar para que se mude o resultado, pois está pior do que carnaval no Rio de Janeiro, quando o presidente de determinada escola era o presidente da LIESA, por "coincidência" aquela escola sempre ganhava os carnavais durante o período de gestão de seu presidente. O futebol está sujo, podre e cheio de vícios que não vejo, pelo menos no momento, uma mudança nisso tudo.

ASSALTO À CARIOCA (Parte 1)

No sábado a tarde tivemos o primeiro jogo da semi-final da Taça Rio, entre as equipes de Botafogo e Fluminense. Porém um lance capital deu números finais ao jogo. No segundo tempo, após jogada dentro da área do tricolor, a bola sobrou para Caio que chutou na direção do gol, porém o atacante Herrera estava entre a bola e o goleiro Rafael, em completa situação de impedimento, abriu as pernas e atrapalhou o goleiro do time das Laranjeiras. Cena clássica de impedimento que qualquer árbitro, mesmo iniciante, deveria e poderia assinalar, mas infelizmente, árbitro e bandeirinha dessa partida não deram o lance, decretando a vitória da equipe alvinegra. Assim fica difícil acreditar no futebol atualmente. Mas, escrevi sobre situações como essa no blog, precisamente no dia 1 de outubro de 2009 e também citei mais alguma coisa sobre arbitragem no dia 10 de novembro também do ano passado. Basta ir lá e conferir.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

A POLÍTICA NEFASTA DO FUTEBOL

Por Marcelo Ramos

Fiquei surpreso com algumas notícias que veicularam na mídia durante a semana. Uma dava conta de que o estádio do Morumbi foi mais uma vez vetado pela FIFA por não atender às solicitações impostas pela entidade e a outra sobre a candidatura do Sr. Kleber Leite a presidência do Clube dos 13 com a anuência do Sr. Ricardo Teixeira, atual presidente da CBF.
Na primeira notícia, não consigo entender o porque do estádio ainda ser considerado impróprio para a abertura da Copa de 2014 se o próprio secretário geral da FIFA, o Sr. Jérôme Valcke, entender que o último projeto apresentado estava atendendo as não conformidades impostas pela instituição. Só posso pensar que a "maldita" política esportiva começa a atuar nos ares paulistas e o motivo real deve-se a algum emaranhado político da CBF, pois a mesma não está mais apoiando a reeleição do Sr. Fabio Koff na presidência do Clube dos 13, preferindo por (ai entra a segunda notícia) apoiar abertamente a candidatura do Sr. Kleber Leite, ex-vice de futebol do Flamengo. O estranho, mas que deve explicar parte dessa manobra toda, é que Kleber Leite é amigo pessoal do Sr. Marcelo Campos Pinto, diretor executivo da Globo Esportes e o "papo" que está rolando por aí entre os cartolas, é de que o Sr. Marcelo Pinto seria o futuro presidente da CBF.
Outro fator importante que serve para ilustrar toda essa manobra da política esportiva no país, é de que agora, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, acha que é viável a criação de uma Liga e que esta estaria responsável inclusive pela organização do campeonato brasileiro, fato este que em um passado recente fora totalmente abominado pelo referido presidente.
Isso só vem nos fazer enxergar que atualmente o futebol perdeu seus méritos e sua magia para o que acontece "extra campo", e cabe apenas lamentar que futuras gerações não vão poder ver como era apaixonante e emocionante torcer e vibrar com o seu time de coração, sem depender dos mandos e desmandos dos cartolas e de pessoas que estão transformando o velho futebol em objeto de manobra política.

quarta-feira, 31 de março de 2010

VAI O HOMEM, FICA A LENDA!

Por Marcelo Ramos

Na segunda-feira, dia 29 de março de 2010, faleceu pela manhã o jornalista Armando Nogueira. Dono de um humor e de uma sabedoria inigualável, Armando foi e sempre será reconhecido pelas suas crônicas e poesias sobre o futebol. Autor de diversos livros e responsável pela implantação de diversos programas jornalísticos na Rede Globo, como, Jornal Nacional, Globo Repórter, Globo Esporte, entre outros, Armando infelizmente perdeu a sua briga para um câncer no cérebro que o vinha debilitando a pelo menos dois anos.
O jornalista deixou órfãos muitos dos atuais repórteres, comentaristas e cronistas esportivos, pois foi como um professor e mentor intelectual de muitos que hoje cobrem os mais diversos esportes pelo Brasil e no mundo. Ele foi único, capaz de descrever lances maravilhosos e homenagear os mais diversos astros do esporte, do futebol ao vôlei, do basquete ao automobilismo. Armando era assim, capaz de surpreender os mais chegados amigos e emocionar aos que até mesmo nem o conhecia pessoalmente.
Deixou-nos o nosso "mestre", mas com certeza, estará nos acompanhando lá de cima e nos incentivando a cada vez mais mostrar que temos capacidade para ilustrar com palavras os mais diversos feitos e imortalizar os nossos "deuses" do esporte.
Obrigado Armando Nogueira, pela sua vida e obra e pelo seu legado aqui na terra. Vá em paz e fique no conforto do nosso bondoso Deus que o receberá de braços abertos, assim como sempre recebemos as suas maravilhosas crônicas.

quinta-feira, 25 de março de 2010

VASCO: DO CÉU AO INFERNO EM 3 MESES

Por Marcelo Ramos

O que aconteceu com o Vasco da Gama? Será que seus jogadores desaprenderam a jogar da noite para o dia? Mesmo não sendo excelentes jogadores, mas não podem deixar que em uma competição rápida como é o estadual do Rio de Janeiro, o time perca três partidas seguidas, e o pior, nas duas últimas para dois times considerados pequenos (Olaria e Americano).
Ontem, após derrota para o Americano, a vítima foi o técnico Vagner Mancini o escolhido para "pagar o pato" pelas últimas derrotas. Mas devemos lembrar que o treinador não entra em campo e que os jogadores não foram escolhidos por ele, que apenas herdou as contratações da atual diretoria. Temos que ter na mente que futebol é resultado sim (como pediu o atual presidente cruzmaltino Roberto Dinamite), mas esses resultados só aparecem com o devido planejamento, fato este enfatizado pelo ex-técnico vascaíno. Lembremos a que a pré-temporada foi muito curta, que o Philippe Coutinho deve deixar o Vasco no meio do ano, que Carlos Alberto não vem jogando com regularidade, que as laterais do time de São Januário, hoje, são pontos fracos, deixando a zaga desguarnecida em alguns momentos, não auxiliando a defesa e muito menos municiando o ataque. Também lembremos que de nada adianta juntar vários meias, ex-cabeças de área, porque isso não deixa o time mais resguardado, conforme foi na partida de ontem, diante do Americano. A pergunta é? Onde estão os meias atacantes, porque somente contar com Carlos Alberto. O Vasco precisa contratar outros jogadores para a posição urgentemente, porque o Magno, o Fumagalli e o Jeferson não estão resolvendo o problema e não seria a volta do Juninho Pernanbucano que iria "salvar a pátria". O Vasco da Gama precisa de resultado, mas também precisa urgentemente de planejamento, porque senão pode voltar a à segunda divisão do brasileiro, lugar de onde acabou de sair.
Apenas uma novidade no jogo de ontem, a terceira camisa, mas de acordo com alguns pessimistas de plantão, a camisa deveria ser aposentada imediatamente. Porém, o time poderia se espelhar no novo uniforme e assumir a postura de verdadeiros cavaleiros templários, assegurando assim, sucesso, dinheiro e, principalmente, fama e história.